Itajaí no topo do ranking nacional de importações
A importação por Itajaí SC atingiu US$ 9,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado representa alta de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior, quando a cidade registrou US$ 8,08 bilhões. Em termos absolutos, o crescimento superou US$ 1 bilhão em apenas seis meses.
- Itajaí liderou as importações brasileiras no 1º semestre de 2026, com US$ 9,1 bilhões registrados.
- A China respondeu por 41,6% do total, seguida por Alemanha, EUA, Chile e Argentina.
- A cidade concentra porto, terminais, retroáreas, armazéns e prestadores especializados em um raio reduzido.
- Empresas de todo o Brasil operam a partir de Itajaí, aproveitando a infraestrutura logística e a proximidade com outros portos catarinenses.
Para se ter dimensão, Manaus ficou na segunda posição com US$ 8,79 bilhões, seguida por São Paulo (US$ 6,48 bi), Rio de Janeiro (US$ 5,82 bi) e Cariacica, no Espírito Santo (US$ 5,79 bi). Ou seja, a importação por Itajaí SC superou capitais e polos industriais consolidados. As operações registradas no município corresponderam a 6,4% de todas as importações brasileiras no período.
O que explica a liderança de Itajaí SC na importação?

A resposta não está em um único fator. Na prática, Itajaí reúne infraestrutura, localização e especialização que poucas cidades brasileiras conseguem oferecer ao mesmo tempo.
- Porto de Itajaí e terminais privados: a cidade conta com o porto público e terminais privados na região, com capacidade para absorver volumes expressivos de carga marítima.
- Retroáreas e armazéns alfandegados: a estrutura de armazenagem especializada permite desembaraço ágil. Portanto, não é preciso percorrer longas distâncias antes do despacho aduaneiro.
- Proximidade com outros portos e aeroporto: Itajaí está próxima do Aeroporto de Navegantes e de outros terminais catarinenses. Isso amplia as alternativas de entrada e distribuição para diferentes tipos de carga.
- Eixos rodoviários estratégicos: a posição geográfica facilita a distribuição para o Sul e o Sudeste do Brasil. O resultado é redução de custo e tempo de entrega ao destino final.
- Ecossistema de comércio exterior: despachantes aduaneiros, agentes de carga, operadores logísticos, câmbio e assessoria jurídica concentrados na mesma região formam um ambiente que atrai empresas de outros estados.
Portanto, não é coincidência que a importação por Itajaí SC permaneça na primeira posição do ranking nacional pelo terceiro ano consecutivo. Somente em 2025 foram US$ 16,3 bilhões em compras externas registradas no município.
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China lidera as origens, mas o portfólio de fornecedores é diversificado
No primeiro semestre de 2026, a China manteve ampla liderança entre os países de origem das mercadorias importadas por empresas em Itajaí SC. As compras do mercado chinês chegaram a US$ 3,79 bilhões, equivalente a 41,6% do total. Na sequência aparecem Alemanha (US$ 503,2 milhões), Estados Unidos (US$ 501,5 milhões), Chile (US$ 462,2 milhões) e Argentina (US$ 445,1 milhões). Juntos, esses cinco mercados concentraram mais de 62% das importações contabilizadas na cidade.
Para empresas que compram da China, a estrutura de Itajaí oferece uma vantagem concreta: a frequência de navios entre os portos chineses e o litoral catarinense é alta. Isso reduz o tempo de trânsito e aumenta a previsibilidade do planejamento de estoque. Quem quer desenvolver fornecedores chineses com estratégia pode considerar a Experiência Canton Fair, que organiza a curadoria de fornecedores e o suporte completo para empresários brasileiros que visitam a maior feira de negócios da China.
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Além disso, a diversidade de origens, da Europa às Américas, mostra que a importação por Itajaí SC não é um hub exclusivo para produtos asiáticos. Segmentos como automotivo, farmacêutico, têxtil e náutico importam de múltiplos mercados. Na prática, todos encontram na cidade a estrutura necessária para coordenar essas operações.
Impactos práticos para quem faz importação por Itajaí SC

Se sua empresa já opera ou está avaliando operar com importação por Itajaí, alguns pontos merecem atenção antes de fechar o planejamento operacional.
Habilitação no Siscomex: para importar diretamente, sua empresa precisa estar habilitada no Radar da Receita Federal. Se você ainda não conhece esse processo, vale entender o que é o RADAR de importação antes de iniciar qualquer negociação com fornecedores. O limite de habilitação afeta o volume que sua empresa pode importar por semestre. Por isso, saber como aumentar o limite do RADAR pode ser decisivo para escalar as operações.
Carga tributária e base de cálculo: importar bem não é só encontrar o fornecedor certo. Tributos como II, IPI, PIS e COFINS incidem sobre a importação. Errar na base de cálculo gera distorções sérias no custo final. Entender a base de cálculo de PIS e COFINS na importação é um passo que muitas empresas pulam e pagam caro por isso.
Escolha do modal e do agente de cargas: o volume de operações em Itajaí atrai muitos prestadores de serviço. Por isso, comparar condições de frete, prazos de free time e taxas de armazenagem antes de contratar faz diferença direta no custo total da operação.
Erros comuns de quem começa a importar por Itajaí
- Subestimar o prazo de desembaraço: mesmo com boa infraestrutura, o canal de parametrização pode reter a carga por dias. Portanto, planejar o estoque sem margem para isso gera ruptura.
- Ignorar a classificação fiscal (NCM): uma NCM errada muda completamente a alíquota de II e IPI. O erro costuma aparecer só na autuação fiscal, quando o custo já foi calculado e o preço de venda definido.
- Não verificar o licenciamento de importação: produtos de setores como farmacêutico, alimentício e eletrônico exigem licença prévia de órgãos anuentes. Além disso, chegar ao porto sem o licenciamento correto paralisa a operação.
- Confundir trading com importação própria: operar por uma trading é mais simples operacionalmente, mas limita o controle sobre fornecedores e margens. Entender a diferença antes de escalar evita retrabalho.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise de um especialista em comércio exterior para a situação específica da sua empresa.
Com base em Brazil Economy.
Perguntas frequentes
Itajaí reúne porto, terminais privados, retroáreas, armazéns alfandegados e um ecossistema completo de prestadores de serviço em comércio exterior. A proximidade com o Aeroporto de Navegantes e com outros portos catarinenses amplia as alternativas de entrada e distribuição, tornando a cidade atrativa para empresas de todo o Brasil.
Segundo o Comex Stat, Itajaí registrou US$ 9,1 bilhões em importações entre janeiro e junho de 2026, alta de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado correspondeu a 6,4% de todas as importações brasileiras no período.
A China lidera com folga, respondendo por 41,6% do total (US$ 3,79 bilhões no 1º semestre de 2026). Na sequência aparecem Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina, que juntos com a China concentraram mais de 62% das importações registradas no município.
Não necessariamente. Muitas empresas de outros estados operam a partir de Itajaí usando o endereço de uma trading, de um operador logístico ou abrindo uma filial local. O que importa é ter o RADAR habilitado e um despachante aduaneiro credenciado na região para conduzir o desembaraço.
