LPCO fertilizantes nitrato de amônio: o que muda

LPCO fertilizantes nitrato de amônio: entenda a exigência da DFPC para importar o NCM 31055100 e a diferença entre produto controlado e monitorado.

Por que o Exército entrou na rota das suas importações de fertilizante

Se sua empresa importa fertilizantes à base de nitrato de amônio, a exigência de LPCO fertilizantes nitrato de amônio passou a impactar diretamente o desembaraço aduaneiro: trata-se da Licença, Permissão, Certificado ou Outros Documentos (LPCO) emitida pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro (DFPC). Sem esse documento no dossiê da importação, a mercadoria não passa.

O nitrato de amônio é insumo legítimo para a agricultura, mas também é substância de duplo uso: em concentrações e formulações específicas, pode ser empregado na fabricação de explosivos. Por isso, o Exército exerce controle sobre ele, e a LPCO é o mecanismo que formaliza essa fiscalização dentro do fluxo de importação.

Resumo rápido:
  • Fertilizantes classificados no NCM 31055100 (misturas de nitrato de amônio) podem exigir LPCO da DFPC antes do embarque.
  • Produtos marcados como controlados no Siscomex exigem LPCO obrigatória; produtos não controlados ficam apenas em regime de monitoramento.
  • A ausência da LPCO bloqueia o registro da declaração de importação e gera atraso e custos extras.
  • A verificação do enquadramento deve ocorrer antes da negociação com o fornecedor, não na véspera do embarque.
Empresário verificando exigências de LPCO fertilizantes nitrato de amônio no Siscomex

O controle de produtos de uso controlado no Brasil recai sobre diferentes órgãos, dependendo da natureza do produto. No caso de substâncias com potencial de uso em explosivos, a competência é do Exército Brasileiro, por meio da DFPC. Essa competência não é nova: o Exército já fiscaliza pólvoras, explosivos e precursores químicos há décadas.

O que mudou, na prática, é a integração dessa fiscalização ao fluxo eletrônico do Siscomex. A LPCO fertilizantes nitrato de amônio passa a ser exigida diretamente no sistema, o que significa que o importador precisa obtê-la antes de registrar a Declaração de Importação. Portanto, não adianta chegar com a carga no porto e correr atrás do documento depois.

A fonte oficial que detalha esse procedimento é o comunicado publicado pelo próprio Siscomex, disponível em importacao-no-2026-063. Além disso, a Receita Federal também atua no processo, pois é o órgão responsável pelo desembaraço aduaneiro e pela conferência dos documentos exigidos.

Controlado ou monitorado: a diferença que define tudo

Nem toda importação de fertilizante com nitrato de amônio exige LPCO. O sistema distingue dois enquadramentos, e entender essa diferença evita tanto o bloqueio desnecessário quanto a surpresa de uma exigência inesperada.

  • Produto controlado: o item é identificado no Siscomex como sujeito ao controle da DFPC. Nesse caso, a LPCO fertilizantes nitrato de amônio é obrigatória e precisa estar vinculada ao processo antes do registro da DI. Sem ela, o sistema simplesmente não permite avançar.
  • Produto não controlado (apenas monitorado): o item passa pelo radar da DFPC, mas não exige autorização prévia. O Exército acompanha o fluxo de importação; no entanto, o importador não precisa obter nenhum documento adicional para o desembaraço.

O enquadramento depende da composição química e da concentração de nitrato de amônio no produto. Por isso, a classificação fiscal correta no NCM 31055100 é apenas o ponto de partida: a análise do teor da substância é o que define se há obrigação de LPCO para fertilizantes com nitrato de amônio ou não.

Checklist prático para importar sem travar na alfândega

Checklist prático para obter LPCO fertilizantes nitrato de amônio sem travar na alfândega

A seguir, os passos que sua equipe ou seu despachante precisam seguir antes de qualquer negociação com fornecedor estrangeiro. Na prática, seguir essa ordem evita os bloqueios mais comuns relacionados à LPCO de fertilizantes com nitrato de amônio.

  1. Confirme a classificação NCM: certifique-se de que o produto se enquadra no NCM 31055100. Erros de classificação geram retrabalho e podem atrair multa.
  2. Verifique o enquadramento no Siscomex: consulte se o item aparece como controlado ou apenas monitorado. Essa informação está disponível no próprio sistema antes do registro da DI.
  3. Obtenha a LPCO com antecedência: se o produto for controlado, solicite a licença à DFPC antes de fechar o contrato de compra e definir a data de embarque. O prazo de análise do Exército pode variar; portanto, não deixe para a última hora. Lembre-se: a LPCO fertilizantes nitrato de amônio precisa estar aprovada antes do registro da DI, não depois.
  4. Alinhe com o fornecedor: informe o exportador sobre a necessidade do documento. Em alguns casos, ele precisa fornecer laudos técnicos sobre a composição do produto para instruir o pedido de LPCO.
  5. Confira o RADAR habilitado: a importação de produtos controlados exige habilitação ativa no Siscomex. Se sua empresa ainda não tem ou precisa ampliar o limite, veja o que é o RADAR de importação e como aumentar o limite do RADAR.
  6. Vincule a LPCO à DI: no momento do registro da Declaração de Importação, o número da LPCO deve ser informado corretamente. Qualquer divergência trava o processo.

Perguntas que recebemos sobre LPCO e nitrato de amônio

A LPCO precisa ser obtida antes ou depois do embarque?
Antes. A LPCO fertilizantes nitrato de amônio precisa estar aprovada e vinculada ao processo no Siscomex antes do registro da DI. Além disso, aguardar a chegada da carga para solicitar o documento gera demurrage e custos de armazenagem que poderiam ser evitados.

Qualquer empresa pode importar produto controlado pelo Exército?
Não necessariamente. A DFPC pode exigir que a empresa esteja cadastrada como usuário de produto controlado. Portanto, verifique os requisitos junto ao Exército antes de fechar negócio com o fornecedor.

E se o produto for monitorado, não controlado: há alguma obrigação?
Nesse caso, não há necessidade de LPCO para fertilizantes com nitrato de amônio. No entanto, o importador deve estar ciente de que o Exército acompanha o fluxo e pode solicitar informações adicionais. Manter a documentação técnica do produto em ordem é sempre recomendável.

Outros NCMs de fertilizantes também estão sujeitos a essa exigência?
A exigência comunicada pelo Siscomex foca no NCM 31055100, mas outros códigos de fertilizantes que contenham nitrato de amônio em sua composição podem ser enquadrados de forma similar. Por isso, a verificação caso a caso, antes do fechamento do pedido, é o caminho mais seguro.

Este conteúdo é informativo e foi elaborado com base no comunicado oficial do Siscomex. Não substitui a análise de um despachante aduaneiro ou consultor especializado para o caso concreto da sua importação.

Perguntas frequentes

O que é LPCO na importação de fertilizantes?

LPCO significa Licença, Permissão, Certificado ou Outros Documentos. No caso de fertilizantes com nitrato de amônio classificados no NCM 31055100, a LPCO é emitida pela DFPC do Exército Brasileiro e precisa estar vinculada ao processo antes do registro da Declaração de Importação.

Qual a diferença entre produto controlado e monitorado pelo Exército?

Produto controlado exige LPCO obrigatória antes do desembaraço; sem ela, o Siscomex bloqueia o registro da DI. Produto monitorado não exige autorização prévia, mas o Exército acompanha o fluxo da importação e pode solicitar informações adicionais.

Quanto tempo antes do embarque devo solicitar a LPCO?

Solicite a LPCO antes de fechar o contrato de compra e definir a data de embarque, pois o prazo de análise da DFPC pode variar. Deixar para a véspera do embarque é o erro mais comum e resulta em custos extras de armazenagem e demurrage.

A exigência de LPCO vale para todos os fertilizantes importados?

Não. A exigência se aplica a fertilizantes que contenham nitrato de amônio em composição e concentração sujeitas ao controle do Exército, especialmente os classificados no NCM 31055100. Fertilizantes sem essa substância não estão sujeitos à LPCO da DFPC.