O que muda para quem importa tubos de aço carbono
A exigência de anuência do Inmetro para tubos de aço carbono muda a partir de 20 de julho de 2026. Novos códigos NCM passam a constar no Catálogo de Produtos do Siscomex. Quem não revisar o enquadramento a tempo pode ter a licença de importação bloqueada ou a mercadoria retida na aduana. Se sua empresa já importa esses produtos, este conteúdo traz o panorama regulatório, os pontos de atenção e um checklist para agir antes do prazo.
- A partir de 20/07/2026, novos NCMs de tubos de aço carbono passam a exigir anuência do Inmetro no Siscomex.
- A exigência aparece no Catálogo de Produtos: o importador precisa checar se seu NCM está na lista atualizada.
- Sem a anuência correta, a Licença de Importação pode ser bloqueada ou a carga retida.
- A revisão do enquadramento deve ser feita antes do embarque, de preferência ainda em 2025.
Panorama regulatório: Inmetro, tubos de aço carbono e o Catálogo de Produtos

O Inmetro atua na importação por meio do Catálogo de Produtos, ferramenta integrada ao Siscomex. Ela lista quais NCMs exigem anuência do órgão antes de o importador obter a Licença de Importação (LI). Quando um produto entra nesse catálogo, o Siscomex passa a exigir automaticamente a manifestação do Inmetro no licenciamento.
Para tubos de aço carbono, a lógica é a mesma de outros produtos sujeitos a normas técnicas compulsórias. O Inmetro verifica se o produto está certificado ou atende aos requisitos de conformidade das normas brasileiras pertinentes. Portanto, a anuência não é apenas um carimbo: ela pressupõe que o produto e o fornecedor estejam em conformidade com os padrões exigidos.
A atualização do catálogo, com a inclusão de novos NCMs de tubos de aço carbono, foi comunicada pelo Siscomex e tem vigência a partir de julho de 2026. Operações com embarque ou registro de LI a partir dessa data já estão sujeitas às novas regras. Operações em andamento antes dessa data seguem o regramento anterior.
Para conferir os comunicados oficiais do Siscomex sobre essa atualização, acesse a fonte oficial do comunicado.
Análise detalhada: o que o importador precisa verificar
Antes de qualquer coisa, confirme o NCM exato do seu produto. Tubos de aço carbono se distribuem por diferentes posições tarifárias. As características que definem o código incluem diâmetro, espessura de parede e processo de fabricação (soldado ou sem costura). Uma classificação errada já seria um problema tributário. Com a exigência de anuência do Inmetro para tubos de aço carbono, ela vira também um risco operacional.
Os pontos que merecem atenção imediata são:
- Confirmar se o NCM do seu produto consta na lista atualizada do Catálogo de Produtos do Siscomex com exigência de anuência do Inmetro a partir de 20/07/2026.
- Verificar se o fornecedor possui certificação reconhecida pelo Inmetro ou equivalente aceita pelo órgão para o tipo de tubo importado.
- Checar se há programa de avaliação da conformidade aplicável ao produto: certificação compulsória de terceira parte, declaração de conformidade do fornecedor ou outro modelo exigido.
- Avaliar o prazo de lead time da sua cadeia: se o fornecedor precisar adequar documentação ou obter certificação, isso pode levar meses.
- Revisar contratos e pedidos em aberto com previsão de embarque a partir de julho de 2026.
Além disso, converse com seu despachante aduaneiro sobre a parametrização da operação no Siscomex. A anuência do Inmetro precisa ser registrada antes da emissão da LI. Qualquer inconsistência nessa etapa pode travar o desembaraço dos seus tubos de aço carbono.
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Checklist prático para se adequar antes de julho de 2026

Use este checklist para organizar a adequação da sua empresa. Quanto antes você iniciar, menor o risco de interrupção nas importações de tubos de aço carbono.
- Mapeie todos os NCMs de tubos de aço carbono que sua empresa importa ou pretende importar.
- Consulte o Catálogo de Produtos no Siscomex e confirme quais desses NCMs passam a exigir anuência do Inmetro a partir de 20/07/2026.
- Contate seus fornecedores e solicite a documentação de conformidade aplicável (certificados, laudos, declarações).
- Verifique se o programa de certificação exigido pelo Inmetro para o produto já está em vigor ou se há prazo de transição.
- Alinhe com seu despachante a inclusão correta dos atributos de anuência no momento do licenciamento.
- Revise pedidos em aberto com embarque previsto após julho de 2026. Avalie a necessidade de antecipar ou ajustar condições contratuais.
- Documente tudo: guarde os certificados e laudos junto ao processo de importação para eventual fiscalização posterior.
Empresas que importam tubos de aço carbono com regularidade devem também avaliar se o limite do RADAR está adequado para absorver eventuais antecipações de pedido. Se precisar entender melhor como funciona esse cadastro, veja o que é o RADAR de importação e como ele impacta sua capacidade operacional.
Perguntas que recebemos sobre anuência do Inmetro na importação
A anuência do Inmetro vale para qualquer quantidade importada?
Em geral, sim. A exigência de anuência no Catálogo de Produtos não costuma ter limite mínimo de quantidade ou valor. Qualquer importação do NCM listado precisa passar pelo licenciamento com manifestação do Inmetro, inclusive para tubos de aço carbono em volumes menores.
E se o meu fornecedor ainda não tiver certificação reconhecida?
Nesse caso, pode ser necessário buscar um fornecedor alternativo ou aguardar a adequação do atual. Importar tubos de aço carbono sem a conformidade exigida expõe sua empresa a retenção da carga, multa e exigência de devolução ou destruição do produto. O risco não compensa.
Posso importar antes de julho de 2026 para formar estoque?
Operações com registro de LI e embarque antes de 20/07/2026 seguem as regras atuais. Porém, verifique se o NCM já não consta no catálogo com exigência anterior. Confirme caso a caso antes de fechar pedidos.
Quem acompanha as atualizações do Catálogo de Produtos?
Seu despachante aduaneiro e o setor de comércio exterior precisam monitorar os comunicados do Siscomex regularmente. O site da Receita Federal também publica orientações sobre alterações nos procedimentos de licenciamento. Para quem importa tubos de aço carbono com frequência, ter um processo interno de monitoramento regulatório faz diferença real.
Se você quer entender os custos tributários completos da sua operação, veja como calcular a base de cálculo de PIS e COFINS na importação para não ser surpreendido na composição do custo total.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise de um especialista em comércio exterior para a situação específica da sua empresa. Consulte seu despachante aduaneiro e assessoria jurídica antes de tomar decisões operacionais.
Perguntas frequentes
Novos NCMs de tubos de aço carbono foram incluídos no Catálogo de Produtos do Siscomex com exigência de anuência do Inmetro a partir de 20/07/2026. O importador deve consultar o catálogo atualizado para confirmar se o código do seu produto está na lista, pois a abrangência varia conforme características como processo de fabricação e aplicação do tubo.
Sem a anuência registrada no Siscomex, a Licença de Importação pode ser bloqueada e a carga retida na aduana. Além do atraso operacional, a empresa fica sujeita a multas e pode ser obrigada a devolver ou destruir a mercadoria. Por isso, a adequação deve ser feita antes do embarque.
Solicite ao fornecedor a documentação de conformidade aplicável ao produto, como certificados de terceira parte ou declarações de conformidade reconhecidas pelo Inmetro. Se o fornecedor não tiver essa documentação, será necessário buscar alternativas ou aguardar a adequação antes de realizar novos pedidos.
Operações com Licença de Importação registrada e embarque concluído antes de 20/07/2026 seguem as regras atuais, desde que o NCM não já esteja sujeito à anuência por outra razão. Verifique cada NCM individualmente e planeje com antecedência, considerando o lead time do fornecedor e a capacidade do seu RADAR.
