Anuência Inmetro tubos de aço carbono: NCMs e prazos

Anuência Inmetro tubos de aço carbono: saiba quais NCMs 7304 e 7306 exigem licença a partir de 20/07/2026 e como atualizar seu Catálogo de Produtos.

O que mudou para quem importa tubos de aço

A anuência Inmetro tubos de aço carbono passou a ser obrigatória para uma faixa de NCMs das posições 7304 e 7306 a partir de 20 de julho de 2026. A exigência, divulgada pelo Siscomex por meio do Comunicado de Importação nº 2026-067, condiciona o licenciamento de importação à apresentação dessa anuência antes do registro da DUIMP ou da Licença de Importação.

Na prática, quem não regularizar o cadastro de produtos antes dessa data corre o risco de ter a Licença de Importação bloqueada. Isso significa atraso, multa de armazenagem e, em casos extremos, devolução da mercadoria.

Resumo rápido:
  • A exigência de anuência Inmetro tubos de aço carbono se aplica a NCMs específicos das subposições 7304.3xxx e 7306.3xxx (tubos sem costura e com costura).
  • O prazo para adequação é 20/07/2026: importações registradas após essa data já precisam ter a anuência ativa.
  • Produtos já catalogados no sistema precisam ser revisados e, se enquadrados, atualizados com a anuência Inmetro antes do prazo.
  • A não conformidade pode bloquear o licenciamento e gerar custos extras de armazenagem e demurrage.

Quais NCMs de tubos de aço carbono precisam de anuência Inmetro

Despachante analisando tabela de NCMs de tubos de aço carbono para anuência Inmetro

O comunicado aponta NCMs das subposições 73043xxx e 73063xxx. Esses códigos cobrem tubos de aço carbono sem costura e com costura, respectivamente. São produtos amplamente usados em construção civil, indústria petroquímica, saneamento e infraestrutura.

Por isso, a lista abrange volumes expressivos de importação. Uma operação de USD 200 mil em tubos que hoje passa sem anuência pode, a partir de julho, ficar retida no porto. A ausência de um cadastro que leva dias para ser aprovado é suficiente para travar tudo.

Para confirmar se o seu NCM específico está incluído, consulte o comunicado diretamente na fonte oficial do Siscomex. O documento traz a relação completa de códigos afetados.

Além disso, tubos com NCMs fora dessas subposições, mas com características técnicas semelhantes, podem ser revisados pelo Inmetro em etapas futuras. Portanto, vale mapear todo o portfólio de aço da sua empresa agora.

Como funciona a anuência Inmetro na importação

A anuência Inmetro tubos de aço carbono é um controle prévio. Antes de registrar a Licença de Importação (LI) ou a DUIMP, o produto precisa estar cadastrado no sistema do Inmetro. O cadastro vincula fabricante, modelo e organismo certificador antes de qualquer embarque.

O fluxo básico funciona assim:

  1. Identificar o regulamento técnico que rege o produto (norma ABNT, portaria Inmetro ou regulamento específico para tubos de aço).
  2. Cadastrar o produto no sistema do Inmetro, vinculando fabricante, modelo e o organismo de certificação responsável.
  3. Obter o certificado ou o registro junto ao organismo acreditado pelo Inmetro.
  4. Vincular a anuência ao NCM no Catálogo de Produtos do importador no Siscomex.
  5. Só então registrar a LI ou a DUIMP: o sistema consulta a anuência automaticamente antes de liberar o licenciamento.

O prazo para aprovação do certificado varia conforme o organismo e a complexidade do produto. Contar com pelo menos 60 a 90 dias de antecedência em relação ao embarque é o mínimo prudente. Quem deixa para a última hora compromete a operação inteira de importação de tubos de aço carbono.

Como reenquadrar produtos já catalogados

Empresário atualizando catálogo de produtos para adequar anuência Inmetro tubos de aço carbono

Se sua empresa já importa tubos de aço e tem esses NCMs cadastrados no Catálogo de Produtos, o trabalho agora é de revisão. Não basta esperar o prazo chegar. A anuência Inmetro tubos de aço carbono precisa estar vinculada antes de 20 de julho de 2026.

Siga este checklist prático:

  • Levante todos os NCMs de tubos de aço do seu catálogo e cruze com a lista do comunicado 2026-067.
  • Verifique se já existe certificado Inmetro para cada produto junto ao seu fornecedor no exterior. Muitos fabricantes asiáticos e europeus já possuem certificação em organismos acreditados.
  • Se o certificado não existir, inicie o processo junto a um organismo de certificação acreditado pelo Inmetro antes de maio de 2026. Assim você tem margem de segurança.
  • Atualize o Catálogo de Produtos no Siscomex vinculando a anuência ao NCM correspondente após a aprovação do certificado.
  • Comunique o despachante aduaneiro sobre a mudança para que ele inclua a anuência no registro da DUIMP ou da LI.

Para empresas que importam com habitualidade, o RADAR precisa estar com capacidade compatível com o volume de operações. Se você ainda não tem clareza sobre os limites do seu RADAR, vale conferir o que é o RADAR de importação antes de planejar o próximo embarque.

Erros comuns que travam a operação

Quem já passou por exigências similares com outros produtos sabe: os problemas se repetem. Os mais frequentes são:

  • Confundir o certificado do produto com a anuência no sistema. O certificado emitido pelo organismo precisa ser registrado no Siscomex. Um sem o outro não libera o licenciamento.
  • Deixar para cadastrar na véspera do embarque. O sistema do Inmetro e os organismos de certificação têm filas. Começar tarde é garantia de atraso.
  • Não checar todos os NCMs do catálogo. Uma empresa que importa três variações de tubo de aço carbono pode ter apenas uma delas na lista. Depois da virada de prazo, o erro aparece na hora errada.
  • Assumir que o fornecedor resolve tudo. A responsabilidade pela anuência Inmetro tubos de aço carbono é do importador brasileiro. O fornecedor pode ajudar com documentação, mas o registro no sistema é sua obrigação.

Outra armadilha comum envolve o planejamento tributário da operação. Alterações de NCM para corrigir uma classificação equivocada mudam a base de cálculo dos tributos, incluindo PIS e COFINS. Se isso acontecer no seu caso, veja como funciona a base de cálculo de PIS e COFINS na importação para não ser surpreendido na apuração.

Por fim, se sua empresa ainda não tem o RADAR habilitado ou precisa ampliar o limite para acomodar mais operações, entenda como aumentar o limite do RADAR de importação antes que o volume cresça e trave o fluxo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise de um especialista em comércio exterior. Consulte um despachante aduaneiro ou assessor jurídico para avaliar a situação específica da sua empresa.

Perguntas frequentes

A partir de quando a anuência Inmetro passa a ser obrigatória para tubos de aço carbono?

A exigência entra em vigor em 20 de julho de 2026, conforme o Comunicado de Importação nº 2026-067 do Siscomex. Importações registradas após essa data já precisam ter a anuência ativa no Catálogo de Produtos.

Quais NCMs de tubos de aço são afetados pela nova exigência?

Os NCMs das subposições 73043xxx e 73063xxx, que cobrem tubos de aço carbono sem costura e com costura, estão na lista. Consulte o comunicado oficial no portal do Siscomex para confirmar cada código específico.

O que acontece se eu registrar uma importação de tubos de aço sem a anuência Inmetro após o prazo?

O sistema bloqueia o licenciamento (LI ou DUIMP) automaticamente. Isso pode causar atraso no embarque, custos de armazenagem e, em casos extremos, devolução da mercadoria ao fornecedor.

Meu fornecedor já tem certificação Inmetro. Preciso fazer mais alguma coisa?

Sim. O certificado do fornecedor precisa ser registrado no sistema do Inmetro e vinculado ao NCM correspondente no seu Catálogo de Produtos no Siscomex. Sem esse vínculo, o licenciamento não é liberado mesmo com o certificado em mãos.