Se sua empresa importa preparações em pó para bebidas classificadas no NCM 2106.90.10, a inspeção Anvisa NCM 2106.90.10 passou a ser obrigatória a partir de 10 de julho de 2026. Esses produtos estão sujeitos à inspeção física obrigatória da Anvisa no canal de conferência aduaneira. A mudança consta no comunicado publicado pelo Siscomex (importação n.º 2026-071) e afeta diretamente o prazo e o custo do desembaraço. Ignorar essa novidade pode travar sua carga no porto ou no aeroporto por dias.
- A partir de 10/07/2026, o NCM 2106.90.10 está sujeito ao tratamento administrativo I1132 da Anvisa, que exige inspeção física.
- Isso significa que a carga pode ser retida para vistoria presencial, mesmo que a documentação esteja em ordem.
- O impacto prático é aumento de prazo de desembaraço e possível custo extra de armazenagem.
- Preparar a documentação sanitária com antecedência é o caminho mais eficiente para reduzir atrasos.
O que é o tratamento administrativo I1132 e como ele afeta a inspeção Anvisa NCM 2106.90.10
Todo produto sujeito a controle sanitário na importação recebe um código de tratamento administrativo no Siscomex. O código I1132 indica que a Anvisa exige inspeção física do produto. Ou seja, um fiscal analisa a carga presencialmente, e não apenas a documentação enviada eletronicamente.
Antes de 10/07/2026, as preparações de bebidas do NCM 2106.90.10 podiam passar pelo canal verde ou pelo canal laranja com análise documental. Agora, o tratamento I1132 foi incluído para essa posição. Portanto, a Anvisa pode reter a carga para inspeção física, independentemente do canal de conferência aduaneira.
Na prática, isso gera dois efeitos imediatos para o importador:
- Aumento de prazo: a inspeção física depende da disponibilidade do fiscal e da estrutura do ponto de entrada. Em portos movimentados, a espera pode chegar a vários dias.
- Custo de armazenagem: enquanto a carga aguarda a inspeção Anvisa, o armazém alfandegado continua cobrando. Uma importação de USD 80 mil em preparações de bebida pode acumular centenas de dólares em armazenagem extra.

Como funciona o processo de inspeção física da Anvisa na prática
Quando a DI (Declaração de Importação) é registrada e o produto está sujeito ao I1132, o sistema Siscomex gera automaticamente uma exigência da Anvisa. O despacho aduaneiro, portanto, fica suspenso até que a agência conclua a análise.
O processo segue, em geral, estas etapas:
- Registro da DI e identificação automática do tratamento I1132 pelo Siscomex.
- Abertura de dossiê junto à Anvisa, com envio da documentação sanitária exigida (registro do produto, laudo de composição, rótulo aprovado, entre outros).
- Agendamento da inspeção física pelo fiscal da Anvisa no recinto alfandegado.
- Vistoria presencial da carga: o fiscal confere embalagem, rotulagem e integridade dos volumes. Se necessário, coleta amostras para análise laboratorial.
- Liberação ou exigência: se tudo estiver conforme, a Anvisa libera o deferimento e o desembaraço segue. Caso contrário, há prazo para regularização ou risco de devolução da carga.
Por isso, ter o registro do produto atualizado e o dossiê sanitário completo antes do embarque é o que separa uma importação tranquila de uma carga retida por semanas. Além disso, a inspeção Anvisa NCM 2106.90.10 exige atenção redobrada à rotulagem em português.
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Impactos financeiros e operacionais que sua empresa precisa calcular
Além do tempo de armazenagem, a inspeção física da Anvisa pode gerar outros custos. Muitos importadores não mapeiam esses valores no momento da precificação do produto. Por isso, considere cada item abaixo antes de fechar o próximo pedido.
- Demurrage e detention: se a carga chega em contêiner e a inspeção atrasa a devolução do equipamento, a armadora cobra diárias.
- Coleta de amostras: quando a Anvisa coleta amostras para análise laboratorial, o volume retido não retorna ao importador. Portanto, contabilize como perda potencial.
- Honorários adicionais do despachante: acompanhar uma inspeção física exige mais horas de trabalho. Esse custo pode não estar coberto no contrato original.
- Impacto no fluxo de caixa: tributos como II, IPI, PIS e COFINS precisam ser recolhidos no registro da DI. Quanto mais tempo a carga fica retida pela inspeção Anvisa NCM 2106.90.10, mais tempo o capital fica imobilizado. Para entender como esses tributos são calculados, vale checar como funciona a base de cálculo de PIS e COFINS na importação.
Portanto, o custo real de uma importação de NCM 2106.90.10 pós-julho de 2026 é maior do que era antes. Sua planilha de viabilidade precisa refletir isso.

Checklist: o que preparar antes do próximo embarque
Organizar a documentação antes do embarque é a forma mais eficiente de reduzir o tempo de inspeção Anvisa NCM 2106.90.10. Use esta lista como ponto de partida:
- Confirme se o produto tem registro ativo na Anvisa ou se se enquadra em dispensa de registro. Verifique o enquadramento com seu despachante ou consultor sanitário.
- Verifique se o rótulo está em português e atende às exigências da Anvisa para alimentos importados.
- Tenha em mãos o laudo de composição do produto, emitido pelo fabricante e, se necessário, com tradução juramentada.
- Confirme com o exportador que a embalagem original está íntegra e que os volumes estão identificados corretamente.
- Alinhe com o despachante aduaneiro a necessidade de acompanhamento presencial durante a inspeção no recinto alfandegado.
- Calcule no custo da importação uma reserva para armazenagem extra, considerando ao menos 5 dias úteis adicionais de prazo.
- Certifique-se de que sua empresa tem o RADAR habilitado e com limite compatível com o volume da operação. Se tiver dúvidas sobre o tema, veja o que é o RADAR de importação.
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Perguntas que chegam com frequência sobre esse tema
Todos os produtos do NCM 2106.90.10 serão inspecionados fisicamente?
O tratamento I1132 foi incluído para essa posição tarifária. No entanto, a decisão de inspecionar fisicamente cada carga específica é da Anvisa no momento do desembaraço. Na prática, o risco de inspeção Anvisa NCM 2106.90.10 aumentou significativamente para todos os importadores dessa posição.
O que acontece se a carga for reprovada na inspeção?
A Anvisa pode exigir regularização (por exemplo, adequação da rotulagem), determinar a reexportação da carga ou, em casos mais graves, o seu abandono e destruição. Por isso, a conformidade sanitária antes do embarque não é opcional.
Importações que já estavam em trânsito antes de 10/07/2026 são afetadas?
O comunicado do Siscomex indica a data de 10/07/2026 como início da vigência. Para cargas cujo registro de DI ocorrer a partir dessa data, o tratamento I1132 passa a ser aplicado. Além disso, cargas com DI registrada antes desse prazo seguem as regras anteriores. Confirme sempre com seu despachante o status específico de cada operação.
Para qualquer dúvida sobre classificação fiscal, a fonte oficial de consulta é o portal da Receita Federal, onde estão disponíveis soluções de consulta e orientações sobre a NCM.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consultoria de um despachante aduaneiro habilitado ou de um especialista em regulação sanitária. Cada operação de importação tem particularidades que exigem análise individualizada.
Perguntas frequentes
A partir de 10/07/2026, o NCM 2106.90.10 passou a estar sujeito ao tratamento administrativo I1132 da Anvisa, que inclui a possibilidade de inspeção física obrigatória da carga no recinto alfandegado. Isso pode aumentar o prazo de desembaraço e gerar custos adicionais de armazenagem.
É um código do Siscomex que indica que a Anvisa pode exigir inspeção física do produto importado. Um fiscal analisa a carga presencialmente no armazém alfandegado, e não apenas a documentação eletrônica. Isso costuma aumentar o prazo de liberação em comparação à análise documental.
Os principais são o registro ativo do produto na Anvisa (ou comprovação de dispensa), o rótulo em português conforme as normas sanitárias, o laudo de composição emitido pelo fabricante e a documentação de origem da mercadoria. Ter tudo organizado antes do embarque reduz significativamente o risco de atrasos.
Inclua na sua planilha de custos uma reserva para armazenagem extra de pelo menos 5 dias úteis, possível demurrage de contêiner e honorários adicionais do despachante para acompanhamento da inspeção. Em operações com volumes maiores, a coleta de amostras pela Anvisa também deve ser contabilizada como perda potencial.
